Indecisos, brancos e nulos continuam vencendo a eleição, com mais de 50%

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Carlos Newton

Conforme a Tribuna da Internet tem informado, a pesquisa mais importante é a espontânea, que tem de ser a primeira pergunta ao entrevistado – “Em quem você votará para presidente?”. As demais perguntas, já se colocando a lista de candidatos, têm menos força no levantamento da intenção de voto. Na pesquisa do Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, o candidato Jair Bolsonaro, do PSL, oscilou positivamente para 22% nas citações espontâneas ao nome do candidato preferido, liderando com folga nesse quesito.

O levantamento ocorreu dois dias depois do registro de Haddad, então vice de Lula da Silva, como presidenciável do PT. Preso por corrupção, o ex-presidente é inelegível por ter condenação em segunda instância. O ex-prefeito dobrou sua pontuação na pesquisa espontânea, de 4% para 8%, empatando com Ciro, que subiu de 5% para 7%.

OS DEMAIS – Geraldo Alckmin (PSDB) registra os mesmos 3% espontâneos da pesquisa anterior, empatado com Marina da Silva (Rede), João Amoêdo (Novo) e Alvaro Dias (Podemos), todos com 2%. Diz o jornalista Igor Gielow, da Folha: “A pesquisa traz más notícias para o tucano, que esperava crescer com a exposição de duas semanas com o maior horário de propaganda gratuita de rádio e TV. Seu eleitor também é menos sólido: 61% dizem que podem mudar de voto”.

Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) nem aparecem na foto.

Em tradução simultânea, a eleição continua sendo vencida pelos indecisos, brancos e nulos, que têm mais de 50%.

PÓS-FACADA – O levantamento foi feito entre quinta (13) e sexta (14), ouvindo 2.820 eleitores em 187 cidades, com uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela Rede Globo.

Marina Silva e Geraldo Alckmin estão fora da corrida presidencial, porque o tempo é curto para uma retomada.  Podem dar adeus às ilusões. Apenas três restam na disputa – Bolsonaro, já praticamente confirmado no segundo turno, enquanto Ciro e Haddad disputam ponto a ponto a segunda vaga.

Na teoria do voto útil, tudo indica que Ciro vai ultrapassar Haddad, por receber transferência de votos de Alckmin, Marina Silva, Henrique Meirelles etc. Posso estar errado, mas é esta a minha avaliação – teremos uma final eletrizante, entre Bolsonaro e Ciro, porque Haddad vai bater no teto de 17%.

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