Felizmente, parece que desta vez teremos uma eleição com menos ódio

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José Carlos Werneck

Por mais paradoxal que seja à primeira vista, Jair Bolsonaro foi o candidato que mais pode perder votos com a proibição da candidatura de Lula. Explico. Muitos eleitores, na ânsia de afastar o ex-presidente da disputa, iam votar por exclusão e até com ódio, muito ódio, o que não é salutar para a democracia e, principalmente, para o país. Agora, o eleitor vai votar racionalmente e escolher tranquilo o candidato com que mais se identifique. E haverá menos ódio.

Eleição é sempre um bonito espetáculo. É a única hora em que realmente todos são iguais perante a lei. O voto do banqueiro tem o mesmo valor do voto do bancário. A opção do operário tem o mesmo peso da escolha do milionário.

LIBERDADE – Eleições livres e democráticas são realmente uma afirmação da liberdade de um povo. Escolha bem seu candidato, sem sofrer influências de ninguém.

Compareça para votar, com serenidade. Não faça e repila veementemente os assédios de quem faz boca-de-urna. A escolha é sua e de mais ninguém. Depois vá para casa, ou reúna-se com amigos e torça para os seus candidatos.

Na Democracia, vence uma eleição o candidato que tem o maior número de votos. Não importa que seja o mais ou menos preparado, o mais culto, o mais erudito ou o mais inteligente. Vence quem o eleitor escolheu. E ponto final!

MILTON CAMPOS – Nunca me canso de repetir o que afirmou o grande político mineiro Milton Campos, para quem não havia saída fora da Democracia, naquela entrevista concedida após sofrer uma derrota para João

Goulart, na eleição para vice-presidência da República (à época, os candidatos ao cargo recebiam votação própria, independente do candidato a presidente). “Dr. Milton, a que o senhor atribui sua derrota?”

Sereno e sorridente, após uma tragada no cigarro, que sempre o acompanhava, Milton Campos respondeu: “Ao maior número de votos obtidos pelo meu adversário, o Dr.João Goulart!”

LIÇÃO DE DEMOCRACIA – Belíssima e sábia lição de Democracia. Análise precisa e sucinta, despida de razões complicadas de Ciência Política, Sociologia ou Economia, tão ao agrado dos “cientistas políticos” de plantão, que adoram teorias, mas jamais concorreram a qualquer eleição!

Assim é na Democracia. Que no próximo dia 7 de outubro tenhamos um pleito tranquilo e ordeiro. Ganhe quem ganhar, pois, afinal, eleição é sempre um bonito espetáculo!

O resto é conversa fiada, ou melhor, tema para cientista político discutir enquanto bebe um bom whisky.

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