Datafolha confirma Bolsonaro e Haddad, com vitória do petista no 2º turno

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Pesquisa indica que Haddad poderá ser o vencedor

Carlos Newton

Não houve surpresa na nova pesquisa Datafolha, que ouviu cerca de 9 mil eleitores em 343 municípios, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Jair Bolsonaro (PSL) ficou estacionado com 28%, enquanto Fernando Haddad (PT) subia de 16% para 22%. O candidato Ciro Gomes (PDT), que poderia se tornar a terceira via, porque as previsões são de que venceria qualquer outro candidato no segundo turno, ao invés de subir, caiu de 13% para 11%. E Geraldo Alckmin (PSDB), que disputava a terceira via com Ciro, também decepcionou e passou de 9% para 10%, muito longe do segundo colocado.

Marina Silva (Rede) continuou em queda e desceu de 7% para 5%. Na sexta posição, o estreante João Amoêdo (Novo) manteve os 3% da pesquisa anterior, feita no dia 18, enquanto Alvaro Dias (Podemos) caía de 3% para 2%. O candidato Henrique Meirelles (MDB) se manteve em 2%, seguido por Cabo Daciolo (Patriotas) Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU), com 1% cada.  

SEGUNDO TURNO – As previsões para segundo turno confirmam as altas rejeições de Bolsonaro (46%) e Haddad (32%)

Haddad, candidato do PT, ganharia de Bolsonato, rival do PSL, de 45% a 39%, mas empataria com Alckmin em 39% e perderia de Ciro por 41% a 35%. E Ciro também ganharia de Alckmin por 42% a 36%, e de Bolsonaro por 48% a 38%, ou seja, seria imbatível no segundo turno.

Já Bolsonaro, além de perder de Haddad por 45% a 39%, e de Ciro, por 48% a 38%, perderia até de Alckmin, por 45% a 38%.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – Como se vê, o quadro está nítido. Bolsonaro e Haddad vão para o segundo turno, a rejeição do candidato do PSL falará mais alto e o PT voltará ao poder, libertando Lula e tudo o mais. Isso, na teoria.

Na prática, porém, o segundo turno é uma outra eleição, absolutamente nova, e Bolsonaro pode derrotar Haddad. É bom lembrar o exemplo de Hélio Costa, que em 1990 se candidatou pela primeira vez ao governo de Minas e perdeu a disputa por menos de 1% dos votos válidos, no segundo turno, para Hélio Garcia (então no PP). Candidatou-se novamente ao governo em 1994, quando perdeu a disputa para o tucano Eduardo Azeredo, depois de ter obtido no primeiro turno  48,8% dos votos válidos,  quase o dobro de votos do tucano, que o ultrapassou no segundo turno.

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